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Polygon leva acesso a contas bancárias dos EUA ao mercado de stablecoins da Solana

Segundo o CryptoSlate, a Polygon estendeu à rede Solana sua infraestrutura de pagamentos, que permite a empresas estrangeiras aprovadas usar o sistema bancário americano sem abrir empresa nos EUA.

Polygon leva acesso a contas bancárias dos EUA ao mercado de stablecoins da Solana
Polygon leva acesso a contas bancárias dos EUA ao mercado de stablecoins da Solana · Arte: Kripto Pay

A Polygon, empresa por trás de uma das redes blockchain mais usadas para pagamentos, ampliou para a rede Solana o seu serviço que conecta bancos dos Estados Unidos a stablecoins. A informação é do site especializado CryptoSlate. Com a mudança, empresas estrangeiras que forem aprovadas podem acessar o sistema bancário americano em nome próprio, sem precisar abrir uma empresa nos EUA.

Stablecoins são criptomoedas criadas para manter valor estável, normalmente atreladas ao dólar, como o USDC e o USDT. Elas circulam em redes blockchain, que funcionam como registros públicos e compartilhados de transações. Cada rede (Ethereum, Solana, TRON, Polygon e outras) tem seu próprio conjunto de usuários, aplicativos e volume de dinheiro.

O que a Polygon anunciou

De acordo com o CryptoSlate, a expansão foi feita em 29 de outubro e faz parte do Open Money Stack (OMS), nome do pacote de infraestrutura de pagamentos da Polygon. O serviço liga o banco tradicional à estrutura de stablecoins da Solana. Na prática, uma empresa pode:

  • receber depósitos por transferência bancária, cartão, dinheiro em espécie ou cripto;
  • converter esses valores em stablecoins;
  • fazer pagamentos de saída pelos mesmos canais;
  • guardar os recursos em carteiras da Solana, sejam embutidas no próprio aplicativo ou custodiais (quando um terceiro guarda os ativos em nome do cliente);
  • movimentar os ativos entre Polygon, Ethereum, TRON e outras redes compatíveis.

O público-alvo, segundo a reportagem, são fintechs, empresas de remessa internacional e aplicativos de pagamento que querem oferecer serviços em dólar entre países sem montar, cada uma, suas próprias integrações com bancos, custódia e blockchain.

O CryptoSlate dá um exemplo: uma empresa de remessas recebe dólares de um cliente, converte o valor em USDC na Solana e permite que o destinatário saque por uma conta bancária ou outro canal de pagamento aceito.

O CEO da Polygon Labs, Marc Boiron, afirmou que a expansão reflete a intenção da empresa de permitir que o dinheiro circule em diferentes blockchains, e não apenas na rede da própria Polygon. Para ele, levar o dinheiro para a blockchain passa por deixá-lo se mover nas redes que as pessoas preferem usar.

Por que a Solana

A Solana é hoje um dos maiores ambientes de stablecoins fora da rede da Polygon. Segundo dados do DeFiLlama, plataforma que acompanha números do mercado cripto, citados pelo CryptoSlate, a Solana tinha mais de US$ 15 bilhões em stablecoins, o terceiro maior volume entre as redes, atrás de Ethereum e TRON. A Polygon aparecia em oitavo lugar, com cerca de US$ 3 bilhões.

A própria Solana informou ter processado mais de US$ 5 trilhões em transferências de stablecoins em 2026, de acordo com a reportagem.

Essa não é a primeira ligação entre as duas redes. Em agosto, a Polygon já tinha integrado a Solana ao Trails, sua ferramenta de roteamento, que permite transferir stablecoins e SOL (a criptomoeda nativa da Solana) entre a Solana e mais de 20 redes compatíveis com Ethereum. A novidade agora é somar a isso contas para clientes, custódia de stablecoins, acesso bancário e pagamentos em moeda tradicional.

Quem pode usar e quais as restrições

O acesso não é aberto a qualquer um. Segundo o CryptoSlate, as empresas precisam passar por uma verificação conhecida como "conheça seu negócio" (KYB, na sigla em inglês), e os clientes que iniciam pagamentos também passam por checagem de identidade. Há ainda restrições geográficas: os países e as rotas de pagamento atendidas definem quais transações ficam disponíveis.

O serviço está em fase de acesso antecipado, e as empresas interessadas precisam se inscrever antes de usá-lo.

O que isso muda para você

Para o usuário comum no Brasil, nada muda de imediato: o serviço é voltado a empresas, depende de aprovação e de rotas de pagamento que a fonte não detalha. A notícia, porém, mostra uma tendência do setor: usar stablecoins como uma espécie de "trilho" para mover dólares entre países, com bancos tradicionais nas pontas.

Se você usa ou pensa em usar um aplicativo de remessas ou pagamentos que envolva stablecoins, alguns cuidados gerais valem:

  • entenda se a carteira é custodial (a empresa guarda os ativos) ou se você mesmo controla as chaves;
  • confira em qual rede a stablecoin está antes de enviar; mandar para a rede errada pode significar perder o dinheiro;
  • verifique as taxas de conversão e de saque, não só a da transferência;
  • desconfie de serviços que dispensam verificação de identidade ou prometem facilidades fora do comum.

Lembre também que uma stablecoin depende da empresa que a emite e das reservas que a sustentam; estabilidade de preço não é o mesmo que ausência de risco.

Fonte: CryptoSlate — Polygon brings US banking access to Solana’s $15 billion stablecoin market

Quem escreveuRedação Kripto PayNotícias e explicações sobre cripto, stablecoins e pagamentos, revisadas pela equipe da Kripto Pay antes de publicar.

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